Gamification vs. game-based learning

Como mãe e educadora há mais de 20 anos, tenho percebido com mais frequência a utilização de jogos – ou elementos de jogos – tanto em sala de aula quanto em atividades do dia a dia e até mesmo em algumas empresas.

Em sala de aula, o uso de jogos pode ter diversos objetivos, seja promover maior interação entre os alunos, obter feedback, estimular a resolução de problemas, competição, elaborar uma narrativa ou simplesmente criar ambientes de aprendizagem mais criativos e divertidos. Estes elementos podem aumentar bastante o envolvimento dos nossos alunos e manter a motivação e interesse nas aulas. É importante para nós, educadores, no entanto, saber diferenciar gamification e game-based learning.

Enquanto a gamification envolve a aplicação das regras e elementos de um jogo a uma tarefa, aula, ou curso, game-based learning (GBL) envolve o uso de um jogo real para ensinar algo. Eu pessoalmente acredito que ambos podem estimular o processo de aprendizagem com competição e diversão. Mas é preciso, sobretudo, planejar e medir os benefícios das duas abordagens, sempre levando em consideração o perfil dos alunos e os objetivos das aulas.

Game-Based Learning (GBL)

Game based learning (GBL) ou aprendizagem baseada em jogos consiste na criação e utilização de jogos para finalidades didáticas. Claro que, mesmo com fins didáticos, os jogos não perdem seu caráter lúdico e desafiador, despertando a curiosidade e o interesse por parte dos estudantes.

Os jogos educacionais devem sempre propôr um ou mais problemas que precisam ser resolvidos pelos participantes – jogos digitais, perguntas de verdadeiro ou falso, quizzes, puzzles, jogos de cartas, de tabuleiro e jogo da memória são exemplos de GBL comumente utilizados em sala de aula para ensinar ou reforçar conteúdos.

Gamification

Como professor de inglês (ou qualquer outra língua), ao ouvir o termo gamification talvez pense, “another buzzword”. Ou talvez pareça um pouco complicado inserir mais um elemento num programa tão apertado. A verdade é que existem muitas maneiras de incorporar jogos e elementos de jogos em nossas aulas.

Os jogos são comumente estruturados para que os jogadores resolvam um problema ou para promover a comunicação, a cooperação ou a competição entre os jogadores. Alguns deles têm uma narrativa tão rica a ponto de estimular a criatividade e a imaginação dos participantes e, dependendo de como são desenhados, os jogos podem tanto ensinar quanto testar os jogadores. Na minha percepção e experiência, os jogos são veículos poderosos de ensino, aprendizagem e avaliação.

Por exemplo, em uma atividade que envolve leitura, divida o texto em parágrafos e crie QR codes com dicas, missões, pistas ou perguntas sobre cada um destes parágrafos. Divida seus alunos em grupos e dê instruções para que, juntos, resolvam a tarefa. Esse tipo de atividade pode ser utilizada em parte da aula ou em uma aula completa – como uma espécie de caça ao ao tesouro, com gramática ou vocabulário – e auxiliar no desenvolvimento da autonomia e da criatividade, promover o diálogo e a resolução de problemas.

Mas tanto a utilização de jogos ou de elementos de jogos nas aulas não ajuda apenas os nossos alunos. Com ideias simples, mas que fazem a diferença no processo de aprendizagem, podemos integrar mais os nossos alunos e nos aproximar mais deles, compreendendo melhor suas necessidades, expectativas e talentos. Compartilhe conosco as suas experiências! Que outros elementos de jogos gosta de utilizar em sala de aula?

Happy teaching!

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